Calgary Tribune - Cineasta teme que interesses do povo iraniano sejam sacrificados nas conversas com EUA

Cineasta teme que interesses do povo iraniano sejam sacrificados nas conversas com EUA
Cineasta teme que interesses do povo iraniano sejam sacrificados nas conversas com EUA / foto: RALF HIRSCHBERGER - AFP/Arquivos

Cineasta teme que interesses do povo iraniano sejam sacrificados nas conversas com EUA

O premiado diretor de cinema Jafar Panahi teme que os interesses dos iranianos sejam "sacrificados" durante as conversas programadas sobre o programa nuclear entre Washington e Teerã nesta sexta-feira (6), conforme declarou em entrevista à AFP.

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"Aconteça o que acontecer neste tipo de negociação, nunca beneficiará o povo. O povo iraniano não tem representação nestas negociações e seus interesses nunca são levados em conta. Poderiam ser facilmente sacrificados", declarou o cineasta iraniano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cogitou uma intervenção militar para pôr fim à violenta repressão aos movimentos de protesto que sacudiram o país asiático em janeiro, mas, posteriormente, mostrou-se mais interessado na questão do programa nuclear e nos mísseis iranianos.

A ONG americana Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA, na sigla em inglês) contabilizou 50 mil prisões e afirma ter confirmado 6.872 mortes, a maioria envolvendo manifestantes.

Ainda estão sendo verificados outros 11.280 casos de pessoas falecidas, enquanto alguns números que circulam nos meios de comunicação elevam a soma de mortos para 36 mil.

"Este número supera a imaginação. Demonstra que o regime chegou ao ponto em que sabe que já não tem legitimidade. Perdeu sua legitimidade há muito tempo, e este massacre é a confirmação definitiva disso", disse Panahi, ganhador da Palma de Ouro no último Festival de Cinema de Cannes por "Foi Apenas um Acidente".

J.Wood--CT